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o objeto do amor é o sujeito



mas querida
- esse aí não presta:
sujeitinho oculto
não se dá a seus desejos
sujeito zero de verbos impessoais
indeterminado e descomposto!
e que além de tudo
te sujeita a tanta tristeza
- esqueça esse objeto







houve quem ouviu: haverá o que ouvirá?














adoradores e fiéis do ópio:
saibam que quem no fim sempre canta feliz é o ídolo
só e congelado
é óbvio

- todos a bordo na fome e na miséria!
transbordem ali delícias e tragédias
enquanto seus santos (nem tanto e nem tantos)
se repastam e repassam e repetem
no massacre sócio-cultural que cometem
e nós aqui
os incontáveis dispensáveis

(sendo essa a grande marcha da evolução humana
que está pra terminar em ignorância leviana
tudo por culpa do senado e de um puro samba rasgado
- ou não)

agora abram suas cloacas e deixem os ovos cair
esse non-omelete será sua única e última refeição
num trem que mal espera pra partir



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