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saudade: vivo nisso





(na imperfeição da memória do infinito - tudo muito suave, às vezes até um alívio)

com um garfo cravado na garganta
(3 quilos arrependida..)
a boca enorme cheia de palavras que não posso cuspir
(e sou livre pra ignorar o óbvio!)
cheia de mordidas
(como culpar o coitado que roubou meu prato?)
da cor de pó velho, voado
(onde anda a dama, a poderosa pitanga?)
incoerente, desproporcionada na cacofonia
(todo mês sangrava, agora todos me sangram!)
espero o fim do dia

mas se o futuro não me passar
seu entusiasmo de expectativas também não passarão
(semana que vem sento em algum momento
pra ver se esqueço essa estagnação)

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