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o que eu vejo é o bocejo

essa extensão de território ['que se abrange com um lance de vista'], sempre a mesma ou sempre uma outra - não me interessa. era poeira ou era barro - a paisagem me passa. fico parada em frente à parede olhando o nada, às vezes sonhando a rede, às vezes sonhando a vidraça

minha mente é perfeita
meu corpo é perfeito
e eu mesmo assim na espreita
com meu único peito

coisa-e-tal e me solto
vou ali e já volto
comprar tempo no futuro
enquanto me desfiguro

menina de muitos anos
nascida vivida morrida
e ainda com muito a seguir

qualquer que seja a direção
o que existe é a inércia
no espaçotempo de existir

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