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aqui, amada: adeus

uma estrela que não mais existe encosta na lua que lhe sorri, e diz: um poeta nos viu, vamos disfarçar e seguir sem mais

sob os olhos dela nesse azul de tempestade
olhos onde o sol vem buscar luz
(os meus tão verdes quanto o ciúme)
seguirei te seguindo

e assim de repente, quando nosso encontro nos perder
- e imediatamente, porque foi, não por querer
também se achegará o mar, buscando seu sal que é meu
que fui eu

me dispo, estou pronta

errata, meu nome é renata

perjurei meu amor mil vezes
ainda assim meu amor me quer
meu amor nada sabe de acepção
e gosta de contrariar o contrário
de conjugar




palavras que me ocupam e não desocupam:

comecei a chover quando o plástico ainda era inocente;
sargasmo é a pele do prazer e a subcutis do ódio;
isolar, doce lar - que tem domingo que vem?;
e romper com o irromper.

(rescrevo porque são letras, fossem sons trinaria)

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