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não sou o que é



eu sei de correntes febris que se formam em torno
de mim, coisas brancas e azuis rodando no cinza geral
o bruto é mau, veloz, abissal
e sem fim

essa destruição total aos doze minutos:
eis um erro que não mais cometerrei



defeitora

toda manhã leio as notícias e me mato
(tenho muito a entender
no entanto tendo a desentender)

morrer um morre (alguns demoram mais)
na alegria ou na tristeza, tanto faz
são coisas que herdamos

mas vira e mexe volta a vida e grita
'ressuscita!
mostra o monstro, minina!
dou-lhe dois dias pra conquistar o mundo!
na falha, cafeína na telha!'

pois sim, vida, seguirei sim
espalhando o óleo e os olhos
pelas águas infectadas
minhas águas intactas



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