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que na crendice nada se desperdice



o contrato social mais frequente, coerente e vão
tem nada a ver com etiquetas, fronteiras ou respeito

fremente, estipula
prazer próprio
luxúria
saciação pura
na mais alta sala de estar
e no mal-estar da solidão



quer ouvir a mesma história mil vezes?

meus breus serão seus, criança
o calabouço nos espera, muita doença
e em torno da hora pra sempre parada
o bem e o mal dançarão, bactérias
o bem e o mal partirão juntos num aceno
(ah oceano, ah perene férias)
o mundo manipulado e feroz como nunca, pequeno

e sempre os momentos repletos de mártires
e o eterno prazer do desagrado
esses são tempos de irresponsáveis artes
(agora mesmo um cientista disse que fizemos nossa última burrice
de novo, ou pior)

olha, vou logo ali mas antes passo a cortina a ferro
pra deixar tudo fino e em ordem
pra mais sempre mais, filho
pra que acorde
quem sabe melhor



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